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Acordo emergencial garante a continuidade dos serviços essenciais por 15 dias, com busca por solução definitiva em andamento.
Os serviços de saúde materno-infantil do Hospital Geral Clipsi, em Campina Grande, foram garantidos por mais 15 dias, afastando o risco iminente de paralisação que se iniciaria nesta quarta-feira (1º/04). A decisão veio após uma importante audiência promovida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) nesta segunda-feira (30), que reuniu autoridades e gestores de saúde para buscar uma solução para a crise.

A ameaça de interrupção dos atendimentos, cruciais para a região, surgiu pela falta de escalas médicas. Contudo, o encontro resultou no compromisso da Secretaria de Estado da Saúde em apresentar ao MPPB, já na próxima semana, um plano que viabilize a solução definitiva para o caso, assegurando a estabilidade dos serviços a longo prazo.

A audiência contou com a participação de figuras chave no cenário da saúde pública paraibana, incluindo o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, a promotora da Saúde de Campina Grande, Adriana Amorim, e os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional da Saúde e do Patrimônio Público. Também estiveram presentes o procurador do MP de Contas, Bradson Camelo, os secretários de Saúde do Estado, Ari Reis, e de Campina Grande, Gustavo Braga, além do representante do Conselho Regional de Medicina (CRM), Klecius Fernandes, diretores da Clipsi e equipes técnicas.

A promotora Adriana Amorim reiterou a indispensável função da Clipsi, que atua como retaguarda para o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), além de dispor de quatro leitos de UTI neonatal e seis de UTI pediátrica. O Hospital Clipsi é reconhecido como o maior hospital particular de Campina Grande e uma referência no atendimento pediátrico, atendendo não só pacientes de convênios e particulares, mas também prestando assistência fundamental aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a reunião, foi informado que a Prefeitura de Campina Grande efetuou, na semana passada, o pagamento de parte da dívida com o hospital, um passo importante para aliviar a situação financeira. Os diretores da Clipsi, por sua vez, confirmaram que as escalas médicas já estão sendo fechadas, o que garantirá a continuidade da assistência neste período emergencial. Diante desses avanços, o Conselho Regional de Medicina assegurou que não haverá interdição ética da unidade hospitalar.

Ainda em busca de uma solução permanente, o secretário de Saúde do Estado prometeu apresentar, até a próxima terça-feira (07/04), uma proposta concreta para a contratualização com a Clipsi, com o objetivo de assumir integralmente o serviço que o hospital atualmente presta. Esse movimento busca fortalecer a rede pública de saúde e garantir a perenidade dos atendimentos.

Adriana Amorim destacou que o empenho do MPPB em todas as reuniões sobre a questão da Clipsi visa, acima de tudo, salvaguardar vidas, especialmente as de mães e bebês que dependem desses serviços essenciais. O procurador-geral Leonardo Quintans elogiou a dedicação da promotora e o diálogo produtivo entre todas as partes envolvidas, reafirmando o apoio da Procuradoria-Geral para que a situação tenha um desfecho definitivo e positivo.

Fonte: Rádio Salgado FM.

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