Em entrevista exclusiva, senador do MDB denuncia abusos de adversários e destaca confiança na reeleição, com apoio de Lula e de prefeitos

Segundo informações do Portal Polêmica Paraíba, adaptadas pela Rádio Salgado FM, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) concedeu entrevista exclusiva na qual criticou duramente o que chamou de ‘uso da máquina’ por adversários na disputa ao Senado em 2026. Ele afirmou enfrentar uma ‘disputa desigual’ diante de pressões e instrumentos materiais utilizados por concorrentes, em um ‘festival de abusos’. Mesmo assim, disse estar confiante na reeleição, baseado nos serviços prestados a municípios e à população, no apoio de prefeitos e líderes interioranos e nos resultados de sua atuação parlamentar ao longo de mais de sete anos.

Veneziano, que foi eleito em 2018 pelo PSB e hoje está no MDB, disputará uma das duas vagas ao Senado contra o governador João Azevêdo (PSB), o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos) e o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL). Ele compõe chapa com o ex-prefeito de Sousa, André Gadelha (MDB). As queixas mais fortes do senador parecem direcionadas a Nabor Wanderley, presidente estadual do Republicanos e pai do deputado Hugo Motta, presidente da Câmara Federal. ‘Não desconheço que competidores dispõem de instrumentos materiais, conquistados em fontes não muito reveladoras, de forma ilegítima ou ilícita, com utilização de instrumentos absolutamente nada republicanos’, declarou.

O senador criticou a forma como a candidatura de Nabor foi ‘sugerida e imposta’ após a ascensão de Hugo Motta ao comando da Câmara em fevereiro de 2025. ‘O que causa estranheza é a forma como essa candidatura foi sugerida, imposta por razões fundadas em novas condições que surgiram de fevereiro de 2025 para cá e que são claramente vinculadas a condições materiais, orçamentárias, do que a um histórico que fundamentasse a candidatura’, afirmou. Ele defendeu que o eleitor fará a análise sobre a legitimidade da postulação.

Veneziano reiterou seu alinhamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse contar com o apoio pessoal do chefe do Executivo para a reeleição. ‘O presidente Lula nunca tergiversou, nunca titubeou, ele deseja contar mais uma vez com a nossa presença no Senado’, frisou. O senador aposta na identificação dos eleitores de Lula com suas bandeiras e propostas. Sobre o apoio do presidente também a João Azevêdo, Veneziano afirmou não ter constrangimento: ‘É pleno direito de escolha do presidente Lula. Cada um tem seu perfil’. Ele destacou que sua defesa do governo é explícita e honesta, ao contrário de parlamentares que ‘se locupletam’ do governo em Brasília mas não o defendem em seus estados.

Quanto à disputa pelo governo do estado, o senador acredita que será acirrada e que terá segundo turno, envolvendo as candidaturas do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), do governador Lucas Ribeiro (PP) e do senador Efraim Filho (PL). ‘Tenho confiança plena que a candidatura que nós defendemos ao governo, a do ex-prefeito Cícero Lucena, é uma candidatura viabilíssima, competitiva, como os números mostram’, afirmou. Ele ressaltou a experiência de Cícero, que foi eleito quatro vezes prefeito de João Pessoa, e disse que a disputa será contra a ‘máquina’ e contra ‘abusos’, como a alienação da Cagepa.

Veneziano destacou sua atuação parlamentar, mencionando a intermediação de mais de R$ 2,2 bilhões em emendas para todos os 223 municípios da Paraíba, incluindo a região de Salgado de São Félix. ‘Conseguimos estar presentes em todos os municípios da Paraíba. São valores decorrentes de emendas individuais, de bancada e de comissão’, disse. Ele citou obras como a duplicação da BR-230 e a entrega de ambulâncias e vans para 105 municípios. Para os moradores de Salgado de São Félix e região, a atuação do senador pode impactar diretamente em recursos para saúde e infraestrutura local, já que o mandato trabalha em parceria com prefeitos e gestores municipais.

Sobre a possibilidade de fragmentação do voto lulista beneficiar a direita, Veneziano disse não acreditar. ‘O eleitor mais vinculado ao governo Lula se identifica de maneira muito forte com a nossa posição. Minhas posições ideologicamente progressistas me permitem disputar sem receio de fragmentação’, afirmou. Ele reconheceu que a eleição para uma vaga é diferente da disputa por duas vagas e que o segundo voto pode ser menos identificável, mas confia na força de sua candidatura.

A entrevista revela um cenário de disputa acirrada e polarizada na Paraíba, com o senador apostando na sua trajetória e no apoio do presidente Lula para superar o que considera abusos de adversários. A Rádio Salgado FM continuará acompanhando os desdobramentos da campanha eleitoral no estado.

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