Ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses, precisa de procedimento no ombro direito e cumpre prisão domiciliar em Brasília.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer favorável ao pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele deixe a prisão domiciliar e realize uma cirurgia no ombro. A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (24) e atende a uma solicitação do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, que havia concedido prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República se posicionar.
De acordo com os advogados de Bolsonaro, o ex-presidente precisa passar por um procedimento cirúrgico para tratar uma lesão no manguito rotador do ombro direito. A defesa também pede que a autorização abranja todas as etapas do tratamento, incluindo exames preparatórios, pós-operatório e reabilitação. O pedido original indicava que a cirurgia estava prevista para os dias 24 ou 25 de abril de 2026. Como as datas já foram ultrapassadas, existe a possibilidade de remarcação para este sábado (25), dependendo de autorização judicial.
Em relação às crises de soluço que Bolsonaro tem enfrentado, um relatório médico aponta que houve ajuste na medicação, com resposta considerada satisfatória. A situação de saúde do ex-presidente tem sido monitorada de perto pela equipe médica e pela Justiça.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após internação para tratar uma pneumonia bacteriana. Antes da domiciliar, ele estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado, e a defesa já anunciou que recorrerá da sentença.
A autorização da PGR é um passo importante no processo, mas a decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes. O parecer de Gonet é considerado um sinal de que o STF pode permitir o procedimento, desde que respeitadas as condições de segurança e monitoramento. A cirurgia no ombro é um procedimento relativamente comum, mas, no caso de um preso de alta relevância política, envolve logística especial, com escolta e acompanhamento de agentes penitenciários.
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A expectativa agora é pela decisão de Alexandre de Moraes, que deve ocorrer nos próximos dias. Caso autorizada, a cirurgia será realizada em um hospital particular de Brasília, com escolta policial. A defesa de Bolsonaro espera que o procedimento ocorra ainda neste final de semana, mas qualquer remarcação dependerá da disponibilidade da equipe médica e das condições de segurança. O caso segue sendo acompanhado de perto pela opinião pública e por especialistas em direito penal, que avaliam os limites da prisão domiciliar e os direitos do preso à saúde.
