Rejeição de Jorge Messias ao STF expõe rachas na base e coloca em risco o cargo de Gustavo Feliciano, do Turismo, natural da Paraíba

Em uma votação que marcou a primeira rejeição de um indicado à Suprema Corte desde 1894, o Senado Federal barrou na noite da última quarta-feira (29) o nome de Jorge Messias para o STF. O placar de 42 votos contrários contra 34 favoráveis abriu uma crise política no governo Lula que pode ter reflexos diretos na composição ministerial, especialmente para a Paraíba. Segundo informações do Portal Polêmica Paraíba, adaptadas pela Rádio Salgado FM, a derrota acendeu o alerta no Palácio do Planalto e pode provocar a queda do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, indicado pelo União Brasil e natural de João Pessoa.

Horas após o resultado, aliados do presidente se reuniram no Palácio da Alvorada para mapear os votos contrários e identificar possíveis traições dentro da base governista. A avaliação interna aponta para dissidências em partidos como MDB e PSD, além de um suposto movimento articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Para os moradores de Salgado de São Félix e região, a instabilidade política em Brasília gera apreensão, já que Gustavo Feliciano é um dos principais nomes da Paraíba no governo federal e sua eventual exoneração pode afetar a destinação de recursos para o turismo local e obras no estado.

Articulações e dissidências na base governista

Segundo interlocutores, também teriam participado das articulações para barrar Messias o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Pacheco era o nome preferido de Alcolumbre para a vaga no Supremo, enquanto Lula desejava mantê-lo como potencial candidato ao governo de Minas Gerais. A indicação de Messias, que era advogado-geral da União, foi feita mesmo diante de resistências. Nos bastidores, o incômodo aumentou após Messias demonstrar simpatia pela criação de um código de ética no STF, o que teria desagradado membros da Corte. A crise expõe a fragilidade da articulação política do governo, comandada pelo ministro José Guimarães, que chegou a projetar a aprovação do nome com folga.

Votação histórica e votos suspeitos

Entre os votos considerados suspeitos, aliados do governo apontam para o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ministro dos Transportes, Renan Filho, que poderiam ter atuado contra a indicação em apoio ao ministro do TCU Bruno Dantas, também interessado na vaga. A rejeição de Messias com 34 votos favoráveis e 42 contrários, sete a menos que o necessário, é um fato inédito na história republicana. Para a população da Paraíba, que historicamente tem forte presença no cenário político nacional, a situação gera expectativa sobre os próximos passos do Planalto.

Possíveis mudanças na Esplanada dos Ministérios

Diante do cenário, cresce a expectativa por mudanças no governo. Entre os nomes que podem ser afetados está o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que, apesar de ter ligação com aliados da Paraíba, é indicado do União Brasil, partido de Alcolumbre. A avaliação é de que a derrota pode desencadear uma reconfiguração política, com possível exoneração de indicados ligados ao grupo do senador. Lula conversou por telefone com Messias na noite da votação e demonstrou cautela, defendendo que decisões mais duras sejam tomadas apenas após o feriado, com uma análise mais detalhada do cenário. Mesmo assim, o clima no governo é de tensão. A Rádio Salgado FM continuará acompanhando os desdobramentos, que podem impactar diretamente a representação paraibana em Brasília e, consequentemente, os investimentos em cidades como Salgado de São Félix, que dependem de emendas e programas federais ligados ao Turismo e à infraestrutura.

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