Adiamento ocorreu após pedido de vista do deputado Mauricio Marcon, que afirmou ter discutido a estratégia com o líder do partido, o paraibano Cabo Gilberto Silva.
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O adiamento ocorreu após o deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) apresentar um pedido de vista na reunião realizada nesta segunda-feira (25). Em declaração à imprensa, Marcon afirmou que a decisão foi discutida previamente com o líder do Partido Liberal na Câmara, o paraibano Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
O pedido de vista suspende temporariamente a análise do parecer do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA). Com isso, a votação da PEC foi adiada e deverá ser retomada na próxima quarta-feira (27), conforme informou o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP).
A PEC do fim da escala 6×1 propõe alterar a jornada de trabalho, reduzindo de seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso para um modelo mais flexível. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite a escala 6×1, mas a proposta visa garantir ao trabalhador pelo menos um dia de descanso a cada cinco dias trabalhados. A matéria é de grande interesse da população, especialmente dos trabalhadores que atuam em setores como comércio, indústria e serviços. A proposta, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), já foi apelidada de ‘PEC das 30 horas’ e tem gerado intenso debate no Congresso.
Para os moradores de Salgado de São Félix e região, a tramitação da PEC é acompanhada com atenção. Muitos trabalhadores locais dependem de escalas intensivas, especialmente no comércio e na indústria da cidade. Uma eventual aprovação da proposta poderia trazer melhorias significativas na qualidade de vida, como mais tempo para descanso e convívio familiar. O adiamento da votação, no entanto, gera incertezas quanto ao cronograma de discussão no Congresso Nacional, deixando a comunidade local em expectativa.
O deputado Cabo Gilberto Silva, líder do PL na Câmara, é natural da Paraíba e tem atuação destacada em pautas trabalhistas. Ex-policial militar, ele exerce forte influência na bancada do partido. Sua participação na decisão de adiar a votação, conforme revelado por Marcon, coloca o parlamentar paraibano no centro do debate sobre a proposta. Mauricio Marcon, ao ser questionado por jornalistas, afirmou: “Foi discutido com o líder do partido, Cabo Gilberto”. A declaração reforça o alinhamento da bancada do PL em relação ao tema e mostra que a estratégia foi pensada coletivamente.
A comissão especial é composta por 34 deputados. O relator Léo Prates apresentou parecer favorável à PEC, mas com algumas alterações. O pedido de vista, instrumento regimental que permite aos parlamentares mais tempo para analisar a matéria, foi concedido por duas sessões. Na prática, a análise só será retomada na quarta-feira, 27 de novembro. A expectativa é que, após o retorno, a comissão vote o parecer e, se aprovado, a PEC siga para o plenário da Câmara, onde precisará de 308 votos favoráveis em dois turnos.
Em Salgado de São Félix, a escala 6×1 é uma realidade para muitos trabalhadores. Estabelecimentos comerciais da cidade frequentemente adotam essa jornada, que exige seis dias de trabalho seguidos para um de folga. A possibilidade de mudança na lei anima muitos, mas o adiamento gera apreensão entre os que esperam por uma melhoria nas condições de trabalho. A Rádio Salgado FM continuará acompanhando o desenrolar da votação e trará atualizações assim que houver novos desdobramentos.
A reportagem foi baseada em informações do Portal Ponto PB, adaptadas pela Rádio Salgado FM, com créditos originais para o site Polêmica Paraíba. A Rádio Salgado FM reforça seu compromisso com a informação precisa e de interesse regional, mantendo os ouvintes de Salgado de São Félix e toda a Paraíba atualizados sobre os temas que impactam o dia a dia da população.
