Empresário diz que tendência é não votar em André Gadelha, mas deixa porta aberta para conversas. Sobre suplência, afirma que não houve tratativas políticas.

Segundo informações do programa Hora H, da TV Norte Paraíba, adaptadas pela Rádio Salgado FM, o empresário Dalton Gadelha (Podemos) participou de entrevista nesta segunda-feira (4) e abriu o jogo sobre o cenário político paraibano. Dalton revelou que não foi consultado pelo primo, pré-candidato ao Senado André Gadelha, para tratar de uma possível composição ou apoio. “Minha tendência é não votar com André”, afirmou, embora tenha deixado a porta aberta: “Se ele vier conversar, a gente pode alinhar algumas coisas, mas, num momento, não.” A frase “Eu estou da altura dele, as letras já estão subindo” foi usada pelo empresário para indicar que se considera no mesmo patamar político do primo.

Dalton, que já declarou apoio ao governador Lucas Ribeiro e ao senador João Azevêdo, também confirmou suporte aos pré-candidatos a deputado federal Leonardo Gadelha e deputado estadual Lafayette Gadelha. Sobre a segunda vaga ao Senado, ele disse que ainda não tomou decisão, mesmo com a pré-candidatura do primo. “Minha tendência é não votar com André. Embora, se ele vier conversar, a gente pode alinhar algumas coisas, mas, num momento, não”, reiterou.

O empresário também negou que haja tratativas para ocupar a suplência ao Senado com João Azevêdo. “Do ponto de vista político, não houve nenhuma tratativa em relação à suplência”, declarou. Ele explicou que se afastou da presidência da Fundação Pedro Américo para ampliar sua participação no debate público, mas não com foco em uma vaga específica. “Isso não significa que eu serei candidato, significa dizer que eu estou apto a disputar a eleição, qualquer que seja o cargo”, disse. Dalton revelou que lidera um ecossistema com dezenas de instituições e mais de duas mil famílias envolvidas, o que exige sua presença constante.

Dalton atribuiu os rumores sobre a suplência a interpretações após um evento no Teatro Facisa, quando assinou convênio ao lado de João Azevêdo. “Me agrada ser lembrado, é uma tentação, mas não há nada definido”, declarou. Ele também destacou que uma eventual atuação como suplente o atrai pela possibilidade de contribuir em áreas como educação, saúde, ciência, tecnologia, esporte e energias renováveis, setores nos quais atua diretamente. O empresário revelou que já recebeu convites de dirigentes nacionais de partidos para disputar o Senado, mas analisa o cenário com cautela. “Recebi convites e fiquei muito agradecido para disputar o Senado, inclusive de presidente do partido”, afirmou.

Impacto para Salgado de São Félix e região: As definições políticas em torno das alianças para o Senado e a Assembleia Legislativa podem refletir diretamente nos investimentos e na representatividade do município. Dalton Gadelha, por meio da Fundação Pedro Américo, tem forte atuação na educação e saúde no Agreste paraibano, incluindo a região de Salgado de São Félix. A indefinição sobre seu apoio a André Gadelha e a possível suplência sinaliza que a região ainda aguarda posicionamentos claros para as eleições de 2026. A Rádio Salgado FM continuará acompanhando os desdobramentos e trazendo informações que afetam diretamente a vida dos moradores. A falta de diálogo entre primos também levanta questionamentos sobre a unidade política da família Gadelha, tradicional na Paraíba. Para os ouvintes de Salgado de São Félix, a definição sobre quem ocupará a segunda vaga ao Senado pode determinar a destinação de recursos e a atenção às demandas locais. Dalton deixa claro que, apesar das especulações, nada está fechado, e que sua decisão será tomada com base em diálogo e alinhamento de projetos.

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