Projetos privados no Brejo paraibano colocam a Paraíba no mapa da vitivinicultura nacional; especialistas apontam potencial para toda a região
O avanço da vitivinicultura no Nordeste brasileiro ganha novos contornos, e a Paraíba surge como uma das apostas fora dos polos tradicionais. Segundo informações do portal NeoFeed, adaptadas pela Rádio Salgado FM, o município de Bananeiras, localizado no Brejo paraibano, começa a atrair investimentos privados que colocam a região no mapa dos vinhos nacionais. Com clima ameno, altitude elevada e boa amplitude térmica, a cidade reúne condições favoráveis para o cultivo de uvas viníferas, fenômeno que pode beneficiar municípios vizinhos como Salgado de São Félix, também inserido na mesma microrregião.
Entre as iniciativas em destaque, está a Vinícola Gonçalves, criada pelo empresário Johan Gonçalves, que ainda está em fase de estruturação para iniciar a produção comercial. Outro projeto é a Casa Ferreira, idealizada pelo advogado Telson Ferreira, que realizou sua primeira colheita entre o fim de 2025 e o início de 2026. Esses empreendimentos representam os primeiros passos de uma atividade que, se consolidada, pode gerar empregos, turismo e renda para toda a região do Brejo, incluindo cidades como Salgado de São Félix, que historicamente tem vocação agrícola e pode se beneficiar do conhecimento técnico e da cadeia produtiva que está sendo construída em Bananeiras.
Especialistas ouvidos pelo NeoFeed destacam que ainda é cedo para definir um padrão dos vinhos locais, já que o conceito de “terroir” — conjunto de fatores como solo, clima e altitude que influencia o resultado final — ainda está em estudo na região. No entanto, os primeiros testes têm apresentado resultados considerados promissores. O solo do Brejo paraibano, rico em matéria orgânica e com boa drenagem, combinado com as temperaturas mais amenas (médias entre 18°C e 25°C) e a altitude que varia de 500 a 700 metros, cria um microclima favorável para variedades como Cabernet Sauvignon, Syrah e Merlot, uvas tradicionalmente cultivadas em regiões de altitude no Sul do país.
Para a população de Salgado de São Félix, a notícia representa uma oportunidade de desenvolvimento regional. A cidade, conhecida por sua produção de cachaça e agricultura familiar, pode se integrar a uma nova rota enoturística no Brejo. “A vitivinicultura tem o potencial de atrair visitantes, fomentar o comércio local e valorizar a cultura do campo”, avalia o economista regional Carlos Mendes, em entrevista à nossa reportagem. “Se Bananeiras conseguir se firmar como polo, cidades vizinhas podem se beneficiar da mão de obra qualificada e do fluxo turístico.” Ainda não há projetos concretos em Salgado de São Félix, mas a proximidade geográfica (cerca de 60 km) e as semelhanças climáticas indicam que o município pode, no futuro, ser incluído em estudos de viabilidade para novos vinhedos.
O cenário atual indica que a Paraíba pode se firmar como uma nova fronteira da vitivinicultura no país. Enquanto estados como Bahia (Vale do São Francisco) e Pernambuco já possuem produção consolidada, a Paraíba entra com a vantagem de um terroir diferenciado, em altitude, que confere acidez e frescor aos vinhos — características cada vez mais valorizadas no mercado. A Associação dos Viticultores do Brejo Paraibano (AVBP), em formação, já discute parcerias com universidades e instituições de pesquisa para mapear as potencialidades de cada município.
Para quem deseja acompanhar de perto essa evolução, a matéria completa do NeoFeed traz mais detalhes sobre os desafios e as expectativas dos produtores. A Rádio Salgado FM continuará monitorando o assunto, trazendo informações relevantes para a comunidade de Salgado de São Félix e região. Fique ligado em nossos canais e descubra como a nova geografia do vinho pode impactar a economia local.
