Levantamento da LH Prime Assessoria mostra diferenças nos preços de itens básicos e combustíveis; salário mínimo argentino é o menor entre os três países.
Um levantamento da LH Prime Assessoria Jurídica e Documentos, com dados do portal CDE, revelou diferenças significativas nos preços de produtos básicos entre Argentina, Brasil e Paraguai. O estudo aponta a Argentina com o custo de vida mais elevado, enquanto o Paraguai apresentou os menores preços na maioria dos itens analisados. A Rádio Salgado FM traz os detalhes para você.
Entre os produtos pesquisados, o litro do leite custa cerca de R$ 9,50 na Argentina, contra R$ 5 no Brasil e R$ 4,80 no Paraguai. Já o quilo do arroz chega a R$ 11,50 na Argentina, mais que o dobro do valor brasileiro, estimado em R$ 5. A dúzia de ovos também apresentou grande diferença: R$ 21 na Argentina, R$ 11,10 no Brasil e R$ 9 no Paraguai. No caso da carne, o quilo custa aproximadamente R$ 52,50 para os argentinos, enquanto no Brasil o preço médio é de R$ 48,60 e no Paraguai R$ 32.
O levantamento mostrou ainda que apenas o pão francês teve valor maior no Brasil, custando R$ 19,50 o quilo, contra R$ 18,50 na Argentina e R$ 8,50 no Paraguai. Os combustíveis também apresentaram diferença. O litro da gasolina custa R$ 7,26 na Argentina, R$ 6,77 no Brasil e R$ 5,34 no Paraguai. Já a garrafa de água de 1,5 litro varia entre R$ 5,30 na Argentina, R$ 4,50 no Brasil e R$ 3,80 no Paraguai.
Segundo os especialistas da LH Prime, a disparidade de preços reflete não apenas a inflação, mas também as políticas cambiais e tributárias de cada país. Enquanto a Argentina sofre com uma inflação anual acima de 100%, o Paraguai mantém uma economia mais estável, com impostos reduzidos. O Brasil, por sua vez, equilibra entre os dois extremos, com uma carga tributária elevada, mas com programas sociais que ajudam a manter o poder de compra.
Além do comparativo de preços, o estudo destacou a diferença salarial entre os países. Convertido para o real, o salário mínimo argentino gira em torno de R$ 1.151, enquanto no Brasil é de R$ 1.621 e no Paraguai cerca de R$ 1.700. Ou seja, o país com os preços mais elevados é justamente o que possui o menor salário mínimo entre os três. Por outro lado, os dados de renda per capita mostram cenário diferente. Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2026, a Argentina deverá atingir renda per capita de US$ 14,4 mil, acima do Brasil, com US$ 12,3 mil, e do Paraguai, com US$ 9,4 mil.
O levantamento também destaca o crescimento econômico do Paraguai nos últimos anos. O país tem atraído brasileiros devido à menor carga tributária, ambiente mais favorável aos negócios e custos reduzidos. Outro dado apontado é o crescimento do número de estudantes brasileiros de Medicina no Paraguai, que representam cerca de 95% dos 30 mil alunos do curso no país. Muitos moradores da Paraíba, incluindo de Salgado de São Félix, têm se interessado por essas oportunidades.
Para a dona de casa em Salgado de São Félix, saber que o leite custa R$ 5 no Brasil enquanto na Argentina sai por quase R$ 10 pode ser um alívio, mas também um lembrete de que os preços locais ainda são altos em relação à renda. A Rádio Salgado FM reforça a importância de comparar preços e buscar alternativas, como feiras livres e produtores locais, para economizar. A comparação também evidencia que, apesar do salário mínimo mais alto no Paraguai, o custo de vida menor torna o país atraente. A Rádio Salgado FM continuará acompanhando esses indicadores para informar a população com precisão e transparência.
