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Legislativo municipal garante acompanhamento atento aos desdobramentos da investigação que apura fraudes e desvios de recursos, enquanto defesa de Edvaldo Neto nega acusações em caso de grande repercussão regional.

A Câmara Municipal de Cabedelo, importante cidade da região metropolitana de João Pessoa, emitiu uma nota oficial após a deflagração da Operação Cítrico, que culminou no afastamento do prefeito interino e recentemente eleito, Edvaldo Neto (Avante). Conforme apurado e adaptado pela Rádio Salgado FM a partir de informações do Portal ClickPB, a Casa Legislativa, presidida pelo vereador José Pereira, informou que está acompanhando “com atenção os desdobramentos” da complexa operação conduzida pela Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Em seu comunicado, a Câmara de Cabedelo reiterou que “seguirá exercendo suas atribuições constitucionais com responsabilidade, equilíbrio e transparência, assegurando a continuidade dos trabalhos legislativos e a defesa do interesse coletivo”. A nota enfatiza o respeito ao devido processo legal e às decisões judiciais, destacando que a atuação do Legislativo municipal se pautará na preservação da normalidade administrativa do município. “O momento requer serenidade, prudência e compromisso com o interesse público”, pontuou a Câmara, sublinhando a gravidade e a necessidade de cautela diante dos fatos que mobilizam a atenção da Paraíba e de toda a região, incluindo as comunidades vizinhas a Salgado de São Félix.

A Operação Cítrico: Detalhes da Investigação

A Operação Cítrico, deflagrada na última terça-feira (14), tem como objetivo principal o cumprimento de medidas cautelares no âmbito de uma investigação que apura a suposta atuação de uma organização criminosa. Os crimes investigados são de alta complexidade e incluem fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e até mesmo um possível financiamento de facção criminosa com forte atuação no município de Cabedelo. As autoridades afirmam que o esquema investigado teria utilizado a contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra, muitas delas vinculadas diretamente a grupos criminosos. Mais grave ainda, a Polícia Federal e os órgãos de controle apontam para uma infiltração de membros de facções criminosas nas estruturas da Prefeitura de Cabedelo, com circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e a utilização de contratos administrativos como meio de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A PF revelou, ainda, que a investigação desvendou um verdadeiro “consórcio” entre os suspeitos, arquitetado para a perpetuação de contratos milionários e a distribuição de vantagens ilícitas. Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário. Entre os alvos, além do prefeito afastado Edvaldo Neto, figura o secretário Rougger Guerra, que, em pronunciamento público, negou “envolvimento com os fatos investigados”. Outros nomes ligados à Prefeitura de Cabedelo também são parte da lista de investigados. Os suspeitos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos que possam ser identificados no decorrer das apurações. A gravidade das acusações ressalta a importância de um acompanhamento rigoroso por parte das autoridades e da população, uma vez que casos de corrupção afetam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos.

A Defesa do Prefeito Edvaldo Neto

Em meio à repercussão da Operação Cítrico, a defesa do prefeito Edvaldo Neto veio a público para se manifestar sobre as acusações e o afastamento do gestor. Em nota, os advogados de Neto declararam que a decisão que determinou seu afastamento do cargo é uma “medida de natureza provisória que não implica qualquer juízo definitivo de culpa”. A defesa reafirmou a “absoluta tranquilidade quanto à apuração dos fatos”, expressando a certeza de que, “no curso regular do processo e sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas”. Um dos pontos mais enfáticos da nota é a veemente negativa da imputação de vínculo com facções criminosas. “O Prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública”, declarou a defesa. É importante notar que, um dia antes da operação, Edvaldo Neto havia encaminhado ao Poder Legislativo Municipal um projeto de lei de caráter “antifacção”, que visa proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa. Essa iniciativa, segundo a defesa, “reforça, de modo inequívoco, o seu compromisso com a legalidade, a probidade administrativa e o enfrentamento firme à criminalidade”. A defesa de Edvaldo Neto concluiu a nota expressando plena confiança nas instituições e no “restabelecimento da verdade”, convicta de que a inocência do gestor será reconhecida ao final do processo. A Rádio Salgado FM continuará monitorando os desdobramentos deste caso, que é de interesse público para toda a Paraíba, buscando sempre informar os ouvintes com transparência e responsabilidade jornalística.

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