Acidente ocorreu na noite de quarta-feira (20) na Igreja Deus é Amor; vítimas estavam sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

Um grave acidente de trabalho marcou a noite da última quarta-feira (20) no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Dois homens que realizavam reparos no telhado da Igreja Deus é Amor, localizada na rua Aderbal Piragibe, caíram de uma altura de aproximadamente 8 metros. Um deles, ainda não identificado oficialmente, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O outro, Ivan Angelo da Silva, de 45 anos, foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital de Trauma de João Pessoa. Até o fechamento desta edição, o hospital não havia divulgado o estado de saúde da vítima.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 20h. No local, os militares encontraram as duas vítimas caídas ao lado do templo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enviou duas ambulâncias para prestar os primeiros socorros. A Polícia Militar também foi chamada para isolar a área e garantir a segurança dos trabalhos de resgate e perícia.

Segundo informações do pastor da igreja, os homens haviam sido contratados pelo proprietário do edifício para realizar serviços de manutenção no telhado. A informação inicial é de que ambos estavam sem qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI), como cintos de segurança, capacetes ou linhas de vida. A ausência desses itens básicos de segurança pode ter sido um dos fatores determinantes para a fatalidade.

A queda de uma altura de 8 metros equivale a cerca de três andares de um prédio residencial. Especialistas em segurança do trabalho alertam que, nessa altura, o impacto pode ser fatal mesmo em superfícies aparentemente menos rígidas. O uso de EPIs adequados, como sistemas de ancoragem e trava-quedas, é obrigatório por lei e pode evitar desfechos trágicos como este.

Alerta para Salgado de São Félix e região

A tragédia ocorrida em Jaguaribe serve como um alerta para toda a Paraíba, incluindo os moradores de Salgado de São Félix e cidades vizinhas. Embora o acidente tenha acontecido na capital, ele expõe uma realidade comum no interior: muitos trabalhadores da construção civil e prestadores de serviços em altura ainda negligenciam o uso de equipamentos de segurança. Igrejas, galpões, residências e prédios públicos frequentemente necessitam de reparos nos telhados, e a falta de fiscalização ou de conscientização pode custar vidas.

A Rádio Salgado FM, comprometida com a informação de qualidade e a segurança da comunidade, reforça a importância de seguir as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, especialmente a NR-35, que trata do trabalho em altura. Essa norma exige que todo funcionário ou prestador de serviço que atue acima de 2 metros do solo receba treinamento específico, utilize EPIs certificados e tenha um plano de emergência em caso de acidentes.

O que diz a legislação?

A Norma Regulamentadora 35 (NR-35) estabelece os requisitos mínimos para a proteção dos trabalhadores que realizam atividades em altura. Entre as obrigações do empregador estão: garantir a realização de análise de riscos, implementar medidas de proteção coletiva e individual, providenciar treinamento periódico e manter os equipamentos em perfeito estado de conservação. No caso de contratantes de serviços, como o proprietário do edifício da igreja em Jaguaribe, também há responsabilidade solidária em caso de acidentes, conforme a legislação trabalhista e previdenciária.

O papel da comunidade

Moradores de Salgado de São Félix e de toda a região podem contribuir para evitar novas tragédias cobrando das autoridades locais a fiscalização de obras e serviços em altura. Além disso, ao contratar profissionais para reparos em telhados, é fundamental exigir a comprovação do uso de EPIs e o cumprimento das normas de segurança. A vida não tem preço, e um simples cinto de segurança pode fazer toda a diferença.

A Polícia Civil da Paraíba deve abrir inquérito para investigar as circunstâncias do acidente. O corpo da vítima fatal foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de João Pessoa para exames periciais. Até o momento, não há informações sobre liberação do corpo para sepultamento.

Fonte: As informações são do G1PB e do Portal Polêmica Paraíba, adaptadas pela Rádio Salgado FM.

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