Denúncia aponta que Emilly Rebeca e Juscelino Miguel ocupariam cargos comissionados sem cumprir jornada; prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 404 mil
Uma denúncia encaminhada ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) pede a investigação de um suposto esquema de funcionários fantasmas envolvendo filhos da vereadora de Sapé Teresinha do Peixe e de Juscelino dos Anjos, conhecido como Juscelino do Peixe. O caso, que envolve possíveis irregularidades em cargos comissionados na Prefeitura de João Pessoa, aponta suspeita de dano ao erário público. As informações foram obtidas pelo portal Polêmica Paraíba e adaptadas pela Rádio Salgado FM.
De acordo com dados extraídos do sistema Sagres, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Emilly Rebeca Virginio dos Anjos aparece como servidora da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa, ocupando o cargo de Assessora Técnica, com salário de R$ 7.537,10 mensais. Segundo a denúncia apresentada ao MPPB, Emilly seria estudante de Medicina em curso integral, com atividades acadêmicas nos turnos da manhã e tarde – circunstância que, de acordo com os denunciantes, inviabilizaria o cumprimento regular da carga horária exigida pelo cargo público exercido na Capital.
Ainda conforme os dados citados na representação, Emilly teria sido contratada em abril de 2022. O valor anual referente aos vencimentos recebidos seria de R$ 103.368,98. Desde a contratação, o montante pago com recursos públicos chegaria a R$ 369.322,31.
A denúncia também envolve Juscelino Miguel dos Anjos Filho. Conforme relatado, ele exercia anteriormente o cargo de Agente Administrativo na Prefeitura de Mari, com salário de R$ 1.518,00, tendo posteriormente deixado a função para assumir um cargo comissionado na Prefeitura de João Pessoa, com remuneração de R$ 5 mil mensais, desde outubro de 2025. Segundo os denunciantes, Juscelino Miguel já teria recebido cerca de R$ 35 mil no novo cargo até o momento.
Somando os valores atribuídos a Emilly Rebeca Virgino dos Anjos e Juscelino Miguel dos Anjos Filho, o possível prejuízo aos cofres públicos apontado na denúncia alcança R$ 404.322,31. O documento encaminhado ao Ministério Público pede a apuração da efetiva prestação dos serviços, frequência funcional, registros de expediente e eventuais responsabilidades administrativas e improbidade envolvendo os cargos citados.
Para a população de Salgado de São Félix e região, que acompanha de perto os desdobramentos políticos no Vale do Paraíba, o caso levanta questões sobre a transparência na ocupação de cargos públicos e o uso de recursos que poderiam ser aplicados em serviços essenciais. A Rádio Salgado FM continuará acompanhando as investigações e trará novas informações assim que o MPPB se manifestar oficialmente. A expectativa é que o órgão instaure inquérito para verificar a veracidade das denúncias e, se confirmadas, adote as medidas cabíveis contra os envolvidos.
