Conheça a trajetória de uma mulher que marcou a história de João Pessoa e do Brasil
Segundo informações do portal Polêmica Paraíba, adaptadas pela Rádio Salgado FM, a história de Analice Caldas de Barros é um marco na luta pelos direitos das mulheres e na educação da Paraíba. Nascida em Alagoa Nova em 30 de outubro de 1891, Analice mudou-se para João Pessoa ainda jovem, onde viveu com o tio, o desembargador Caldas Brandão, e concluiu seus estudos na Escola Normal em 1911.
Professora dedicada, lecionou na Escola de Aprendizes Artífices da Paraíba e na Academia de Comércio da Paraíba, além de colaborar com os jornais A União e a Revista Era Nova. Seu engajamento político a levou a participar da Aliança Liberal, que apoiou a Revolução de 1930. Em 11 de abril de 1933, junto com outras mulheres, fundou a Associação Paraibana pelo Progresso Feminino, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino de Bertha Lutz.
Em 1936, tomou posse no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), sendo uma das primeiras mulheres a ocupar uma cadeira na instituição fundada em 1905. Isso refletiu o avanço gradual da presença feminina nos círculos historiográficos e culturais do estado. Analice faleceu tragicamente em 1945, vítima de um desastre de avião em Minas Gerais. Seu legado permanece vivo em João Pessoa através da Rua Professora Analice Caldas, no Varadouro, e da Escola Municipal Analice Caldas, em Jaguaribe.
Embora natural de Alagoa Nova e atuante principalmente na capital, a trajetória de Analice Caldas inspira todos os paraibanos, inclusive os moradores de Salgado de São Félix e região, que também valorizam a educação e a memória de figuras que contribuíram para o desenvolvimento social e cultural do estado. A história dessa educadora e ativista é um exemplo de coragem e determinação, mostrando como as mulheres foram protagonistas na construção de uma sociedade mais justa.
A imagem utilizada na matéria original foi reproduzida a partir de uma fotografia avulsa encontrada no IHGP, conforme informa a professora Shirley Targino Silva, e publicada em sua dissertação de mestrado “O Discurso de Mulheres Educadoras na Imprensa Paraibana: Tessituras do Processo Histórico de Escolarização na Paraíba (1930-1939)”, fonte também das informações biográficas aqui adaptadas. A Rádio Salgado FM agradece ao colunista Sérgio Botelho e ao portal Polêmica Paraíba pela parceria na divulgação da história paraibana.
