Ação integrada entre Polícia Civil da Paraíba e do Rio de Janeiro resultou na captura de criminoso que abusou de criança de 8 anos no bairro Monte Castelo, em 2016
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campina Grande (DHPP/CG), em parceria com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, prendeu na última quinta-feira (14) um homem condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A captura aconteceu após meses de investigação e inteligência, revelando o paradeiro do foragido que tentava se esconder da Justiça paraibana desde a condenação definitiva.
Segundo informações divulgadas pelo portal ClickPB, adaptadas pela Rádio Salgado FM, o crime ocorreu em 2016, no bairro Monte Castelo, em Campina Grande. A vítima era uma criança de apenas oito anos de idade. O condenado se aproveitou da relação de confiança e proximidade no ambiente de convivência para praticar os atos criminosos. O mandado de prisão definitiva foi expedido pela Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça da Paraíba após o trânsito em julgado da sentença.
O homem estava foragido há anos e, conforme apurado, tentava se ocultar no Rio de Janeiro para evitar o cumprimento da pena. As equipes da DHPP de Campina Grande realizaram diligências e monitoramento frequentes, até localizarem o endereço exato do condenado. Com o apoio operacional da polícia fluminense, foi possível cumprir o mandado de prisão sem incidentes. Após a captura, o preso foi conduzido a uma unidade da Polícia Civil no Rio, onde foram adotados os procedimentos legais e comunicado o Poder Judiciário paraibano.
O crime de estupro de vulnerável é tipificado no Código Penal Brasileiro como ato libidinoso com menor de 14 anos, independentemente da superficialidade da conduta. A jurisprudência afasta a possibilidade de desclassificação para importunação sexual, reforçando a gravidade do delito. No caso concreto, a condenação já havia transitado em julgado, o que tornou a prisão obrigatória.
Consequências da fuga para o condenado
Especialistas ouvidos pela Rádio Salgado FM apontam que a situação de foragido pode agravar a situação penal do réu. Embora a fuga não seja considerada crime autônomo, ela acarreta restrições como a suspensão da execução da pena, impedimento de realizar atos civis (como obter documentos ou viajar), além de manter um mandado de prisão em aberto. Em alguns casos, a fuga pode atrasar a progressão de regime e, se o réu cometer novos crimes durante o período de ocultação, poderá ter a pena aumentada.
No caso em questão, o homem permanecerá preso no sistema fluminense até que seja transferido para a Paraíba, onde cumprirá a pena imposta pela Justiça. A captura representa um alívio para a família da vítima e reafirma a importância da integração entre as forças policiais estaduais.
Impacto regional e alerta à população
Embora o crime tenha ocorrido em Campina Grande, a notícia repercute em toda a região do Agreste e Brejo paraibano, incluindo Salgado de São Félix. A população local deve permanecer atenta e denunciar qualquer situação suspeita de abuso contra crianças e adolescentes. As autoridades reforçam que o combate aos crimes sexuais é prioridade, e a integração entre polícias tem sido essencial para capturar foragidos que tentam se esconder em outros estados.
A Rádio Salgado FM continuará acompanhando o desdobramento do caso e trará novas informações assim que disponíveis. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou pelo número da Polícia Civil local.
Com informações do ClickPB, adaptadas pela Rádio Salgado FM.
