Sérgio Botelho conta a história do desembargador que inaugurou o Museu de Epitácio Pessoa e deixou legado de serenidade e cultura jurídica
Segundo informações do Portal Polêmica Paraíba, adaptadas pela Rádio Salgado FM, o desembargador Francisco Floriano da Nóbrega Espínola, carinhosamente conhecido como Chico Espínola, foi um dos grandes nomes da justiça paraibana. Nascido em 4 de maio de 1914, na cidade de Pombal, ele dedicou sua vida ao direito e à simplicidade, tornando-se uma referência de serenidade e senso de justiça.
O mês de maio é especialmente simbólico para sua memória: primeiro, por seu nascimento; depois, porque foi ele quem inaugurou, em 23 de maio de 1965, o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa. Na ocasião, presidia o Tribunal de Justiça da Paraíba e liderou o translado dos restos mortais do ex-presidente da República, Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, e de sua esposa Maria da Conceição Saião Pessoa, que estavam sepultados no Rio de Janeiro. O ato se constituiu num tributo memorial marcante para o estado, já que Epitácio Pessoa é o único paraibano a exercer a Presidência da República na história do Brasil.
Apesar de sertanejo, Espínola criou-se em João Pessoa e formou-se em Direito no Recife. Percorreu diversas comarcas do interior paraibano antes de retornar à capital, onde foi nomeado desembargador. Sua trajetória é contada na biografia “Doutor Chico Espínola, um homem simples e justo”, escrita pelo jornalista e escritor Evandro da Nóbrega. O livro não destaca gestos espetaculares, mas a serenidade, cultura jurídica, simplicidade pessoal e senso de justiça que marcaram sua vida.
Além de magistrado, foi notável professor de Direito Penal na UFPB, formando gerações de juristas. Seu nome é celebrado em espaços públicos como a Penitenciária de Regime Especial Desembargador Francisco Espínola, em Mangabeira VIII, João Pessoa, e o Fórum Desembargador Francisco Espínola, em Rio Tinto. Também nomeia uma rua na capital paraibana, perpetuando sua contribuição à sociedade.
Do seu casamento com Margarida Nair Espínola, nasceram oito filhos: João Espínola Neto, Paulo Fernando Espínola, Francisca Luiza Espínola Zenaide, Humberto Pedrosa Espínola, Silvino Pedrosa Espínola, José Mário Espínola, Ana Cândida Espínola e Francisco Espínola Júnior. O desembargador faleceu aos 96 anos, em 23 de março de 2016, deixando um legado de humanidade e dedicação ao Direito.
Para os moradores de Salgado de São Félix e região, conhecer a história de figuras como Francisco Espínola é uma forma de valorizar o patrimônio histórico e jurídico da Paraíba. Embora sua atuação não tenha sido diretamente em nossa cidade, sua contribuição para a justiça estadual impacta todos os paraibanos, reforçando a importância da memória e da cultura local. A Rádio Salgado FM se orgulha em trazer este relato, mantendo vivas as histórias que constroem a identidade do nosso estado.
