Caso ocorrido no bairro do Cuiá, em João Pessoa, foi tratado como homicídio doloso; defesa alega acidente, mas investigação aponta uso do veículo como arma
O motorista de ônibus Carlos Eliezer Pereira de Carvalho teve a prisão preventiva mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24), em João Pessoa. Ele é suspeito de atropelar e matar o motociclista Matheus de Souza Soares, de 26 anos, após uma discussão de trânsito ocorrida na tarde da última quinta-feira (23), no bairro do Cuiá, na Zona Sul da capital paraibana. A decisão judicial determinou o encaminhamento do suspeito para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, o presídio do Róger, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo informações do portal ClickPB, adaptadas pela Rádio Salgado FM, a investigação conduzida pela Polícia Civil da Paraíba concluiu que não se tratava de um acidente de trânsito, mas sim de um homicídio doloso. “Concluímos que não se tratava de um acidente de trânsito, mas sim de um homicídio doloso cujo veículo foi utilizado como instrumento do crime”, afirmou o delegado Douglas García. A autoridade policial destacou que as imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para essa conclusão.
O suspeito foi autuado por homicídio doloso qualificado e também por duas lesões corporais culposas, já que outras duas pessoas ficaram feridas no ocorrido. Durante o depoimento, segundo o delegado, o motorista apresentou contradições. “Inicialmente afirmou que não percebeu o impacto do atropelamento, mas depois relatou que passageiros começaram a gritar dentro do ônibus. A conversa dele estava desencontrada, isso chamou atenção da polícia”, destacou García.
As provas periciais reforçam a gravidade do caso. Peritos do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) realizaram exames no local e no veículo. De acordo com o perito Fabrício Menezes, a vítima foi arrastada por alguns metros após o impacto. Na perícia feita no ônibus, foram encontrados resquícios de massa encefálica no pneu traseiro, além de danos significativos na parte dianteira do veículo. A decisão judicial também determinou a coleta de material biológico do suspeito no prazo de até dez dias, procedimento que será realizado pelo IPC-PB.
O crime gerou forte repercussão em João Pessoa e também chama a atenção de moradores de Salgado de São Félix e região, que acompanham com preocupação os casos de violência no trânsito na Paraíba. A segurança nas vias e a atuação do sistema de Justiça são temas de interesse público em todo o estado. A Rádio Salgado FM segue monitorando os desdobramentos e trará atualizações assim que novas informações forem divulgadas.
Em nota oficial, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP) se pronunciou sobre o caso. O texto, divulgado na sexta-feira (24), informa que a entidade tomou conhecimento dos desdobramentos e reforça que confia no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação. “O Sintur-JP destaca que não compactua com qualquer conduta que desrespeite a vida e a segurança no trânsito, princípios fundamentais para a operação do transporte coletivo”, diz a nota. A instituição também se coloca à disposição das autoridades e presta solidariedade à família da vítima.
As investigações seguem em andamento. A Polícia Civil ouviu formalmente testemunhas e o próprio motorista. Testemunhas relataram que, após o desentendimento, o motorista teria avançado com o veículo e atingido a vítima. A defesa do suspeito ainda não se manifestou publicamente sobre o teor das provas. O caso, que começou como uma simples discussão de trânsito, transformou-se em uma tragédia que expõe os riscos de condutas agressivas nas vias públicas.
A Rádio Salgado FM, comprometida com a informação de qualidade e a transparência jornalística, seguirá acompanhando o caso e divulgando novos detalhes à medida que surgirem. Para os moradores de Salgado de São Félix e cidades vizinhas, é importante estar atento a notícias sobre segurança pública e o funcionamento do sistema judicial na Paraíba, já que decisões como essa têm impacto direto na sensação de justiça e na prevenção de novos crimes.
