Levantamento Atlas/Bloomberg mostra impacto do ‘Caso Dark Horse’ na pré-candidatura do senador; rejeição também sobe

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19) revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu uma queda de seis pontos percentuais em um cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo informações adaptadas pela Rádio Salgado FM. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-06939/2026, ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, período em que vieram a público os áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando recursos do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

No cenário de segundo turno, Lula aparece com 48,9% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 41,8%. Brancos, nulos e indecisos representam 9,3%. Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em abril, a diferença era de apenas 0,3 ponto percentual, configurando empate técnico. Agora, o petista abre vantagem mais ampla sobre o filho do ex-presidente.

O levantamento também mostra crescimento na rejeição de Flávio Bolsonaro: 52% dos entrevistados afirmaram que não votariam no senador de jeito nenhum. A rejeição de Lula é de 50,6%. Em abril, Lula tinha rejeição de 51%, enquanto Flávio registrava 49,8%. A oscilação reflete o desgaste provocado pelo vazamento dos áudios, que ganhou repercussão nacional e mobilizou a opinião pública.

Para os moradores de Salgado de São Félix e região, essa movimentação política nacional pode influenciar o debate local, já que as eleições presidenciais de 2026 definem rumos para todo o país. A Rádio Salgado FM acompanha de perto os desdobramentos, trazendo informações relevantes para a comunidade.

Após a repercussão do caso, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral pedindo a suspensão da divulgação da pesquisa. A alegação é de que o levantamento teria sido estruturado para induzir percepção negativa sobre o senador. Segundo informações do próprio questionário apresentado ao TSE, o conteúdo dos áudios foi mostrado aos entrevistados apenas no fim da pesquisa, depois das perguntas sobre intenção de voto.

No principal cenário de primeiro turno testado pelo instituto, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34,3%, uma queda de 5,4 pontos em relação ao levantamento anterior. Na sequência aparecem Renan Santos com 6,9%, Romeu Zema (Novo) com 5,2% e Ronaldo Caiado (PSD) com 2,7%. Também constam Augusto Cury (0,4%) e Aldo Rebelo (0,2%). Em abril, Flávio tinha 39,7% neste mesmo cenário, contra 46,6% de Lula.

Sem integrantes da família Bolsonaro na disputa, Lula lidera com 46,7%, seguido por Romeu Zema (17%), Ronaldo Caiado (13,8%) e Renan Santos (8%). Já em um cenário com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula mantém 47%, enquanto Michelle aparece com 23,4%.

A pesquisa também mediu o impacto do chamado “Caso Dark Horse” na opinião pública. Segundo o levantamento, 95,6% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Para 51,7% das pessoas ouvidas, os diálogos trazem indícios de envolvimento direto do senador no escândalo do Banco Master. Já 33,3% consideram que houve apenas uma tentativa legítima de captação de recursos para o filme. Outros 12,1% enxergam proximidade entre os envolvidos, mas sem ilegalidade, enquanto 2,9% não souberam opinar.

A pesquisa ainda apontou que 45,1% dos entrevistados acreditam que o caso enfraqueceu muito a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Outros 19% afirmaram que o episódio enfraqueceu um pouco o senador. Pela primeira vez, a eleição de Flávio Bolsonaro aparece como a hipótese que mais preocupa os brasileiros, atingindo 47,4%, enquanto a reeleição de Lula foi apontada por 40,5% como o cenário mais preocupante.

A Atlas/Bloomberg também mediu a avaliação do governo federal. A avaliação negativa da gestão Lula caiu de 51% para 48,4%. Já a percepção positiva oscilou de 42% para 42,9%. A desaprovação ao presidente também apresentou leve queda, passando de 53% em abril para 51,3% em maio. Com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, a pesquisa oferece um retrato do momento político às vésperas da eleição de 2026.

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