Especial do Polêmica Paraíba detalha as disputas, os protagonistas e os resultados que marcaram a política estadual; Rádio Salgado FM adapta o conteúdo para os moradores de Salgado de São Félix e região.
A disputa pelo Governo da Paraíba em 2026 promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos, com nomes como Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho na corrida pelo Palácio da Redenção. Para entender o cenário atual, nada melhor que revisitar o passado. O portal Polêmica Paraíba preparou um especial com as eleições diretas para governador desde 1982, quando o fim da Ditadura Militar permitiu o retorno do voto popular. A Rádio Salgado FM adapta esse conteúdo para os ouvintes de Salgado de São Félix e região, conectando a história política do estado ao nosso município.
1982: Wilson Braga vence a primeira eleição direta pós-ditadura
Em 1982, três candidatos disputaram o governo: Francisco Derly Pereira (PT), Antônio Mariz (MDB) e Wilson Braga (PDS). Foi a primeira eleição direta desde 1965, quando João Agripino venceu. A grande briga foi entre os deputados federais Wilson Braga e Antônio Mariz. Mariz já havia desafiado os militares em 1978, enquanto Braga vinha de quatro mandatos na Câmara e era o deputado federal mais votado do estado. A força de Braga no interior foi decisiva: mesmo perdendo em João Pessoa e Campina Grande, ele venceu com 509.855 votos (58,47%) contra 358.146 de Mariz (41,06%). Para os moradores de Salgado de São Félix, essa eleição mostrou como o voto do interior podia definir os rumos do estado.
1986: Tarcísio Burity volta ao poder
Em 1986, a disputa envolveu Carlos Alberto Dantas Bezerra (PT), Marcondes Gadelha (PFL) e Tarcísio Burity (MDB). O governo de Wilson Braga terminou marcado por acusações de corrupção e envolvimento no assassinato do empresário Paulo Brandão Cavalcante. Braga deixou o cargo em maio de 1986 para tentar o Senado, indicando Marcondes Gadelha como seu sucessor. Já Burity, eleito deputado federal na base de Braga em 1982, foi candidato pelo MDB, desagradando Humberto Lucena, que se sentia o candidato natural. Com a queda de popularidade de Braga, Burity se elegeu governador pela segunda vez com expressivos 755.625 votos (61,27%) contra 459.589 de Gadelha (37,26%). Essa eleição mostrou como alianças e crises de governo podem virar o jogo eleitoral – lição importante para a política local de cidades como Salgado de São Félix.
1990: Ronaldo Cunha Lima vira o jogo no segundo turno
Em 1990, cinco candidatos concorreram: Juracy Palhano (PDC), Genival Veloso de França (PT), João Agripino Maia (PDS), Ronaldo Cunha Lima (MDB) e Wilson Braga (PDT). Foi a primeira eleição com segundo turno. Wilson Braga, que havia sido governador em 1982 e prefeito de João Pessoa em 1988, renunciou à prefeitura para tentar voltar ao Palácio da Redenção. Seu principal adversário foi Ronaldo Cunha Lima, ex-prefeito de Campina Grande cassado pela ditadura em 1969 e anistiado em 1982. No primeiro turno, Braga liderou com 43,37% contra 40,22% de Ronaldo. Mas no segundo turno, Ronaldo costurou alianças, atraindo João Agripino Maia, e venceu com 704.375 votos (55,1%) contra 571.802 de Braga (44,8%). Essa virada histórica mostra a importância do segundo turno e das articulações políticas – algo que os eleitores de Salgado de São Félix acompanham de perto nas eleições municipais e estaduais.
O especial do Polêmica Paraíba, com dados do pesquisador Vitor Azevêdo, oferece um raro mergulho na memória política do estado. Para a população de Salgado de São Félix e região, conhecer essas disputas ajuda a entender como o voto de cada município contribui para o resultado final e como as forças políticas se reconfiguram a cada pleito. Fique ligado na Rádio Salgado FM para mais análises e cobertura das eleições de 2026.
Fonte: Polêmica Paraíba, adaptado pela Rádio Salgado FM.
