Dados da PNAD Contínua mostram crescimento de 6,9% em relação a 2024, puxado pelo mercado de trabalho; estado ainda enfrenta desafios de desigualdade.

Nesta sexta-feira (08), o IBGE divulgou resultados animadores para a economia paraibana. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no estado alcançou R$ 1.542 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. O crescimento foi de 6,9% em relação ao ano anterior, consolidando uma trajetória de recuperação robusta após os impactos da pandemia. As informações foram originalmente divulgadas pelo ClickPB e adaptadas pela Rádio Salgado FM.

Apesar do avanço, o estado ainda enfrenta desafios estruturais: o valor paraibano corresponde a 68,1% da média nacional (R$ 2.264) e continua sendo o nono menor rendimento entre as unidades da federação. No contexto regional, a Paraíba superou a média do Nordeste (R$ 1.470), que foi a menor entre as grandes regiões do Brasil em 2025. Para os moradores de Salgado de São Félix e região, esse dado reflete uma tendência positiva, mas ainda distante dos patamares nacionais, o que reforça a necessidade de políticas que estimulem empregos e renda local.

No ano de 2024, o rendimento apontado pelo IBGE foi de R$ 1.442, o que significa um aumento de 6,9% em 2025. Os dados são do módulo Rendimento de Todas as Fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Na série histórica, o rendimento per capita cresceu 15,9% no período de 2012 a 2019, passando de R$ 1.067 a R$ 1.237. Durante a pandemia de Covid-19, houve queda de 5,1% em 2020 e 6,8% em 2021. A partir de 2022, o rendimento per capita voltou a crescer, alcançando aumento de 13%. Entre 2019 e 2025, a elevação foi de 24,7%, e frente a 2012, o crescimento acumulado foi de 44,5%.

O grande diferencial de 2025 foi o protagonismo do mercado de trabalho. A participação do rendimento vindo do emprego na composição da renda domiciliar subiu para 68,3%, aproximando-se dos recordes registrados em 2014. A renda do trabalho foi o principal impulsionador do crescimento. Em seguida, aparecem aposentadoria e pensão (19,9%), programas sociais (8,4%) — que apresentou leve queda em relação a 2024 — e outras fontes como aluguel, pensão alimentícia e doações (3,4%).

A pesquisa constatou que, na Paraíba, o aumento do rendimento habitualmente recebido de todos os trabalhos foi o fator que impulsionou o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2025. Com isso, a participação da renda do trabalho nesse rendimento médio atingiu 68,3%, acima dos 65,9% registrados no ano anterior. Em 2025, os 31,7% provenientes de outras fontes se dividiam em: rendimentos de aposentadoria e pensão (19,9%), programas sociais do governo (8,4%) e outras fontes como aluguel, pensão alimentícia, doação e mesada (3,4%).

A massa de rendimento total do estado também atingiu um recorde absoluto, totalizando R$ 6,4 bilhões em 2025, 7,5% a mais do que o estimado para 2024 (R$ 5,9 bilhões). Esse crescimento foi semelhante ao verificado nos níveis regional (7,2%) e nacional (7,3%). No entanto, o levantamento acende um alerta sobre a concentração de renda. O Índice de Gini na Paraíba, que mede a desigualdade, subiu levemente de 0,496 (2024) para 0,507 em 2025. Mesmo com a alta, o estado melhorou sua posição relativa, passando de 6ª para 9ª maior desigualdade do país, ficando abaixo da média nacional (0,511).

Para os moradores de Salgado de São Félix, esses números indicam que, embora a economia paraibana esteja se recuperando e gerando mais renda via trabalho, a desigualdade ainda é um desafio. É importante que o crescimento chegue a todos os municípios, especialmente aos menores, fortalecendo o comércio local e gerando oportunidades para as famílias. A Rádio Salgado FM continuará acompanhando os desdobramentos desses dados e ouvindo a população sobre como a renda extra impacta o dia a dia na região.

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